O que veio para ficar

É hora de definir, com calma, o que queremos para o futuro.

Depois de alguns meses em casa, começamos a nos preparar para, aos poucos e com cautela, retornar às atividades. Mas o que levaremos conosco desse período tão único em que vivemos em quarentena? Quais são os aprendizados que adquirimos? E quais tendências que vimos aflorar farão parte do nosso novo cotidiano?

Videochamadas, lives, trabalho virtual, aulas on-line… Em pouco tempo, muitos termos foram incorporados a nossa rotina. Apesar de não parecer, alguns desses formatos já existiam, mas ganharam os holofotes durante a pandemia de COVID-19. 

Luis Rasquilha, presidente da Inova Consulting (arquivo pessoal).

Luis Rasquilha, presidente da Inova Consulting e especialista em tendência de mercado, explica que o grande diferencial não foi a invenção de novas plataformas, mas as possibilidades que elas trouxeram. 

˝Descobrimos que dá para trabalhar, lecionar, aprender de casa. A pandemia nos mostrou que a conectividade é possível e que podemos usá-la ao nosso favor˝, explica.

Segundo Rasquilha, o digital veio para ficar e o presencial vai continuar a existir. ˝Não é um ou outro, é um e outro. E até agora era só um˝, afirma. 

Antes, o mundo era só físico. Agora, ele também pode ser virtual
Luis Rasquilha

Primeiro passo: trabalho remoto

Marcos Loução, vice-presidente de Negócios da Porto Seguro (arquivo).

Marcos Loução, vice-presidente de Negócios, conta que, num primeiro momento, a maior preocupação para a Porto Seguro foi garantir que todos estivessem bem. ˝Pensamos muito no que deveríamos fazer para cuidar dos nossos colaboradores, prestadores e corretores, e garantir que nosso pilar de atendimento continuasse dando todo o apoio aos segurados, com a mesma qualidade e segurança. Afinal, só conseguimos cuidar de alguém quando estamos sendo cuidados˝, explica.

Ele credita a agilidade com que os colaboradores entraram em esquema de trabalho virtual ao fato da Companhia ter um programa estruturado para isso – que foi ampliado, além de contar com a dedicação das áreas de TI e RH, que buscaram as melhores soluções. ˝Nós tínhamos, antes da pandemia, por volta de três mil funcionários trabalhando virtualmente. Quando precisamos expandir esse número de uma hora para a outra, já havia uma estrutura consistente. Conseguimos fazer isso de uma forma muito rápida˝.

Muito do que estamos experimentando agora já estava disponível
Marcos Loução

O que veio para ficar

Há outras tendências que devem se fortalecer. Rasquilha destaca a que chama de encapsulamento, ou seja, tudo o que podemos fazer sem sair de casa. Essa tendência se conecta à outra, que já crescia antes da pandemia: a dos serviços por assinatura que privilegiam o uso em detrimento da posse. 

Segundo ele, como usar é mais acessível do que ter, essa é uma forma das pessoas investirem em suas casas sem gastar tanto. ˝Para quê ter alguma coisa se eu posso usá-la, sem arcar com os custos de mantê-la? Essa transição já estava presente e deve se intensificar no pós-pandemia˝, explica. 

Ainda nessa linha, Loução destaca o aumento do consumo de bens e serviços voltados para as residências. ˝As casas serão cada vez mais valorizadas como porto seguro, inclusive nos aspectos profissional e educacional – o que não acontecia antes. Vejo oportunidades para produtos como consórcios, seguro residencial, Porto Faz e Reppara! (serviços emergenciais por assinatura)˝, coloca.

Minha casa, meu porto seguro

O novo cenário indica bons momentos para:

– Serviços de decoração, flores, e tudo o que puder tornar as casas mais bonitas e humanas.
– Produtos para bichinhos de estimação.
– Produtos e serviços ligados à saúde.
– Educação on-line.
– Produtos e serviços voltados ao público 65+.

Loução também menciona termos que entraram de vez em nosso vocabulário: digitalização e desburocratização, inclusive com serviços de pagamento mais ágeis. ˝São tendências que a Porto já estava considerando, e com a pandemia foram exponenciadas e antecipadas”.

Vem aí uma conta digital e um novo cartão Porto Seguro mais acessível
Marcos Loução

(re)aprender

˝O que cada um precisa desenvolver para manter a produtividade em qualquer lugar? Quais são os aprendizados para conseguir dividir os espaços com a família, e ainda se concentrar no trabalho e nos estudos? Como é ser um líder em um ambiente não presencial?˝. Para Marcos Loução, esses são alguns questionamentos que surgem quando enxergamos com mais nitidez o fim da pandemia.

Para além dos novos hábitos de higiene e distanciamento social, que deverão ser mantidos em nossas rotinas, ficou clara a necessidade de se reinventar. Loução completa: ˝há muitos exemplos de negócios se reinventando. Feirantes passaram a oferecer delivery. Personal trainers investiram em aulas a distância. Há muito mercado para explorar, sem temer o novo. O mundo parou, mas continuamos caminhando˝.

Tudo o que podemos ser 

˝Quando tudo isso passar, precisamos colocar uma folha em branco em nossa frente e desenhar o que queremos ser. Esse é um bom desafio˝. Essa é a mensagem que, para Luis Rasquilha, ficará mais forte entre os legados deixados por algo que ninguém esperava, e que impactou a vida de todos. 

Para Loução, a pandemia acontece num momento em que a Porto Seguro estava permeável a mudanças e transformações, sobretudo pelo início da nova temporada. Assim, está sendo possível fazer os ajustes necessários rapidamente. ˝Acredito que estamos passando por tudo isso de uma maneira bem sadia˝, afirma. E finaliza: ˝temos de lidar com algo novo, inusitado, até mesmo aterrorizante. Agora é hora de refletir, olhar para dentro e valorizar o que é mais importante˝.

Cinco tendências de consumo observadas na quarentena

1. De acordo com levantamento feito pelo YouTube, das dez lives mais assistidas no mundo, sete foram produzidas por artistas brasileiros.

2. Como era esperado, o consumo de álcool em gel cresceu 5.000%, indica uma pesquisa realizada pela ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

3. A comercialização de produtos como salgadinhos, biscoitos e chocolates aumentou 722% na segunda quinzena de abril, de acordo com os dados da pesquisa de hábitos de consumo realizada pela Criteo (empresa de tecnologia).

4. Dados do aplicativo de vendas Mercado Livre indicam aumento de 49% na venda de fones de ouvido.

5. Já o aplicativo de vendas OLX apurou aumento de 47% na venda de videogames.

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